Polícia mata 12 em operação contra a milícia no Rio de Janeiro

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Um confronto entre policiais e milicianos deixou 12 suspeitos mortos na Rodovia Rio-Santos, em Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio, na noite desta quinta-feira (15). A polícia não identificou todos os mortos, mas antecipou que um deles é chefe da milícia em Itaguaí.

Os homens estavam em um comboio formado por quatro carros e foram interceptados por uma força-tarefa da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal. A polícia informou que os milicianos iniciaram um tiroteio assim que foram abordados.

Um policial ficou ferido no confronto e foi salvo pelo colete à prova de balas. De acordo com delegado o Rodrigo Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, o comboio era formado por milicianos ligados a Danilo Dias Lima, o Tandera.

Eles vinham sendo monitorados há cerca de 15 dias pelo serviço de inteligência da força-tarefa, que apurou a frequente movimentação de criminosos em uma rota que liga a Zona Oeste do Rio à Baixada Fluminense, para onde o grupo tenta expandir suas atividades.

Com o bando, a polícia encontrou oito fuzis, pistolas, metralhadoras, munição e granadas. Além disso, os veículos usados no comboio eram roubados ou clonados.

Força-tarefa mira milicianos

Após a morte de dois candidatos a vereador na Baixada Fluminense, a Polícia Civil criou uma força-tarefa para garantir a segurança das eleições e o direito ao voto. Os crimes ocorreram num intervalo de 11 dias.

Mauro Miranda da Rocha (PTN) foi assassinado em 1º de outubro numa padaria do município, ao lado de dois amigos, que foram atingidos e sobreviveram. No sábado (10), Domingos Barbosa Cabral, o Domingão (DEM), também foi morto a tiros.

Ambos foram executados com vários disparos e já tinham passagens pela polícia. Há três meses, Domingão foi preso em flagrante numa operação contra a milícia. Mauro havia sido detido em 2015, por porte ilegal de arma.

 

Fonte: G1

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