03/28/2026
08:08:32 AM
O Brasil dá início, neste sábado, à campanha de vacinação contra a gripe de 2026. A meta do Ministério da Saúde é alcançar pelo menos 90% dos grupos prioritários, que têm um público-alvo estimado de 79,4 milhões de pessoas, segundo o documento elaborado pela pasta com a estratégia para a imunização. Para isso, foram adquiridas 69,9 milhões de doses do Instituto Butantan, que serão entregues totalmente até maio. Até agora, o Ministério da Saúde já recebeu e distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina direcionada aos 20 estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Algumas cidades, como o Rio de Janeiro, anteciparam o início da campanha e já oferecem a dose nos postos de saúde.
No Norte, devido ao inverno amazônico, que leva à circulação do vírus mais cedo que nas demais regiões, a imunização aconteceu ainda em setembro do ano passado. Para ampliar o alcance da ação, o governo também enviou 10 milhões de mensagens institucionais por meio de aplicativos de comunicação. A iniciativa, segundo o ministério, busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação. A campanha dura até o dia 30 de maio.
Para que serve a vacina da gripe? De acordo com a pasta da Saúde, a vacina consegue evitar entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos pela gripe. O imunizante é trivalente, conferindo proteção contra três cepas do vírus Influenza – H1N1, H3N2 e tipo B. A dose é única e aplicada anualmente após ser atualizada para as cepas mais prevalentes de cada ano. A exceção são as crianças menores de 9 anos que vão receber a vacina pela primeira vez. Nesse caso, são necessárias duas doses, com um intervalo de 30 dias entre elas. A vacina também pode ser administrada na mesma ocasião de outros imunizantes, como o da Covid-19.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente entre 5% e 10% da população mundial é infectada pelo Influenza, e até 650 mil pessoas morrem. No Brasil, em 2025, de acordo com o InfoGripe, da Fiocruz, cerca de 232 mil pessoas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que demanda internação, e 24,3% das que tiveram o vírus responsável detectado foram por causa do Influenza. Neste ano, segundo a pasta da Saúde, dados preliminares mostram que, até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de SRAG no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, o vírus Influenza responde por 28,1%. Quem pode se vacinar contra a gripe? De acordo com o documento "Estratégia de Vacinação contra o Influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste 2026", lançado pelo Ministério da Saúde, podem buscar os postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) para receber a proteção os grupos abaixo.
Crianças entre 6 meses e 5 anos;
Gestantes; Idosos a partir de 60 anos;
Trabalhadores da Saúde; Puérperas;
Professores dos ensinos básico e superior;
Povos indígenas;
Pessoas em situação de rua;
Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
Profissionais das Forças Armadas;
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade)
Pessoas com deficiência permanente
Caminhoneiros;
Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
Trabalhadores portuários
Funcionários do sistema de privação de liberdade;
População privada de liberdade,
além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
A meta de alcançar 90% é válida apenas para os grupos que têm a dose contra a gripe incluída no calendário de rotina: crianças, gestantes e idosos. O objetivo engloba um total de 47,4 milhões de brasileiros. Para os demais grupos, a vacinação é considerada especial, ou seja, não está no calendário. Ao longo da campanha, municípios que tiverem doses sobrando também podem estender a vacinação para pessoas de fora dos grupos mencionados acima. Além disso, quem não estiver contemplado na campanha e quiser pode adquirir a vacina na rede privada. A diferença em relação à oferecida no SUS é que a comercializada nos laboratórios do país é tetravalente, ou seja, contempla uma cepa a mais do vírus.
Por: Folha PE
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